terça-feira, 23 de outubro de 2012

Excuser mon absence

Desculpem-me leitores, mas não poderei atualizar o blog até dezembro. Ando extremamente sem tempo, mas já fiz uma lista de assunto que pretendo escrever assim que possível. Mas não esqueçam do blog, ele vai continuar...


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Austeridade francesa

Hoje vou falar da austeridade francesa. Talvez esta não seja a melhor palavra a ser empregada, talvez seja mais justo dizer o "jeito francês". Independentemente do nome, hoje senti pela primeira vez a austeridade francesa, e devo dizer, não é nenhum pouco agradável.

Eu já tinha ouvido falar neste famoso jeito-francês-de-ser, já tinha lido em diversos blogs e crônicas, com certeza já conhecia, mas não estava preparada para senti-lo na pele. Este é um daqueles choques culturais típicos, dos mais chocantes! 

Nós brasileiros não somos diretos, não vamos dizer na cara da pessoa que não gostamos dela, simplesmente não funciona assim. Mas os francês não, eles vão dizer tudo o que pensam na sua cara, fazendo questão de saber que você entendeu direitinho. E isso dói, assusta e dá uma nostalgia sem tamanho do nosso querido Brasil. 

Depois de levar uma patada à la francesa dessas (um balde de água fria, um chacoalhão, como preferir chamar) você vai entender porque todos dizem que preferem o Brasil, vai concluir que os brasileiros são gentis e calorosos, vai te fazer pensar em morar mesmo na terrinha amada. É um choque, mas respire fundo, não vale a pena passar a odiar os franceses só porque eles expressaram a própria cultura. É difícil, com certeza, mas você aprende que não dá para continuar muito brasileiro em terras francesas, que, para sobreviver, você vai ter que criar um certo escudo e seguir em frente, ou então voltar para o Brasil. Ou você pode encarar como um aprendizado. Não importa como vai encarar, só saiba que este é o "jeito francês de ser".

Agora, mesmo depois de ter lido isto leitor, mesmo depois de ter sido avisado e prevenido, acredite, você não está preparado para a sua primeira austeridade francesa, e não se engane, se você pensa em ficar uns tempos entre os franceses isto vai lhe ocorrer.



*(Para ser justa, já ouvi o contrário. Já ouvi francês reclamando da "política de boa vizinhança" que os brasileiros adotam uns com os outros, enquanto que na verdade estão pensando o oposto. Eu, como  filha de tupiniquim, prefiro não sair pela rua levando baldes de água fria a cada quarteirão, mas isto vai da opinião de cada um).

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presentes: ops, faltou um

Um dia desses conversei com a au pair atual da minha host family. A conversa foi bem interessante, ela me contou sobre a rotina detalhadamente, o que fazer com as crianças quando eles fizerem chiliques intermináveis, o que eles fazem, o que comem, como cada um é, como a vó é bacana, que eu vou conhece-la pois ela estará lá na casa, como eles...Peraí, a vó estará na casa??? Congelei na hora. Não que eu tenha medo de pessoas mais velhas, eu só não tinha comprado nenhum presente para ela. Então imagina chegar lá na casa, toda empolgada, ir tirando os presentes da mala e lançar um "foi mal, você não estava na minha lista, aceita um sonho de valsa?" Mico total. 

Para resolver essa questão, acordei cedo no domingo e fui correndo para a feirinha da Praça da República. Assim que cheguei já achei um presente super bacana a um preço acessível, mas olhei a feirinha toda para ter certeza se era isso mesmo e... nada. Então voltei correndo para a primeira barraquinha para comprar este presente aí debaixo.

É um quadro, ou pode virar um, feito de tecido, com uma técnica chinesa X, que se colocado contra a luz fica maravilhoso, e com um tema bem brasileiro. 


Ufa, deu tempo, que alívio! Agora posso embarcar tranquila, quer dizer, tranquila mesmo só vou ficar quando eles abrirem os presentes e gostarem. (Sob outra perspectiva).




domingo, 23 de setembro de 2012

Presentes: distração

Esta categoria de presentes chamo de "presentes para mim". Explico. Comprei alguns brinquedos que são distrações para as crianças, ou seja, um respiro para quando eu não souber o que fazer.

O primeiro é um homenzinho que fica dando cambalhotas, como se estivesse em uma barra de ginástica artística, basta apertas. Tenho certeza que o menininho vai adorar, e é uma boa distração para viagens de carro (se eles não puderem brincar com Ipad ou não tiverem tv no carro, claro...).


Este grilo debaixo é ótimo. É feito de pregador, você aperta, ele gruda no chão e pula. Meu irmão me contou que, toda vez que ele brincava com o grilo, ele fixava o olhar e dizia para si mesmo que não ia se assustar, e toda vez ele pulava de susto junto com o grilo, achei essa história excelente! (Ele tinha por volta de 3 anos na época).  Tentei fotografar o grilo pulando mas é óbvio que não consegui. 


Fantoche de dedo para contar histórias. (O coelhinho é meio assustador, não?)


Dinheiro brasileiro para as meninas brincarem de cidade (adorava brincar de cidade, mas eu usava o dinheiro do banco imobiliário). 


Comprei também o jogo do Mico com animais brasileiros, pulseirinha do Bonfim e missangas (dispensam fotos). Dica preciosa: minha mãe, como boa pedagoga, me disse para ir mostrando essas coisas aos poucos. Então, para primeiro dar os presentes, depois, quando eles já estiverem ficando entediados, dar outra coisa. Com os fantoches de dedo também, primeiro introduzir um, depois contar que ele tem um amiguinho e assim por diante... Porque desta forma eles sempre terão novidades. (Quanto ao grilo, vou dizer que encontrei um bichinho escondido na minha mala, o menino vai ficar se perguntando como raios ele foi parar lá).

Também pensei em levar elástico (alguém ainda lembra dessa brincadeira?), mas minha mãe me contou que lá na França eles têm elásticos maravilhosos, então fica de dica para quem não vai à França. E claro, tem as famosas 5 marias, que são divertidíssimas, mas estas eu mesma fiz.

Agora sim, terminei a série "presentes". Depois que eu der tudo eu posto aqui a reação deles

sábado, 22 de setembro de 2012

Presentes: lembrancinhas


Quando eu estava comprando os presentes achei chaveiros de havaianas em uma das barraquinhas. Logo que vi achei uma idéia excelente, afinal tinha desistido das havaianas verdadeiras, e em formato de chaveiro era perfeito, assim eles poderiam colocar na mochila. Mas os chaveiros estavam caros e industrializados demais para o meu gosto, então desisti. Dias depois entrei numa lojinha e encontrei outro tipo de chaveiro, um bem típico brasileiro. Foi assim que resolvi comprar estes chaveiros de garrafinha com areia colorida, que é bem mais bacana e impressionante para os pequenos.

Na feirinha da Praça da República também achei esses imãs. Gostei bastante das baianinhas, que são bem típicas do nosso Brasil, então logo comprei para as meninas. Mas para o menino não rolava dar uma baianinha né? E a outra opção da barraquinha era um mini saco de café. Se eu comprasse esse, coitado do menino, ele ia pensar que era um saco de carvão, igual a esses que dizem que o Papai Noel vai dar se a criança se comportar mal. Bom, rodei a feitinha inteira e não achei nada típico do Brasil, como tinha achado o palhacinho uma gracinha, resolvi levar (e está mesmo bonitinho, não?).

Também pensei em dar pedras. Sim, pedras! Os estrangeiros adoram as nossas pedras (cristais, quartzo, ágata, etc.), que são super caras por lá e super comuns por aqui. Mas este ainda estou cogitando...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Presentes: crianças

Para as crianças não é uma idéia muito boa dar enfeites de presente, eles não ligam. Criança gosta mesmo é de brinquedo, ou vai dizer que quando você tinha 8 anos seu presente favorito era pijama? Indo nesta linha, tentei pensar em brinquedos simples, afinal não quero ser extravagante, os presentes são mais lembrancinhas do que presentes propriamente. Também tentei pensar em algo não muito industrial, não quero dar algo que eles já tenham.
Para o menino de 3 anos comprei este pião. Escolhi este modelo porque é fácil para manejar.
 

Este debaixo comprei para a menina de 7 anos (chama escada de Jacó). Parece bobinho, mas a minha mãe disse que eu me divertia horrores com ele quando era pequena. 

E para a mais velha, de 9 anos, comprei um ioio colorido. 


Espero que eles não conheçam esses brinquedos, apesar de serem, digamos, globais, do contrário a situação vai ficar um pouquinho embaraçosa. Dica: quanto mais colorido, mais a criança se encanta.

Bom, estes foram os presentes  Mas sabe, vida de au pair é dura. Imagina ficar tentando distrair as crianças a tarde toda, porque lá na casa eles não podem ficar muito tempo na frente da tv. Então, pensando nisso, acabei comprando outras coisas. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Presentes: hosts (ou chefes)

Finalmente eliminei um assunto que estava me deixando aflita: comprei os presentes para a família. Presentear a família não é obrigatório, mas é de extrema simpatia, sem contar que isso acaba conquistando as crianças (e claro que isso para uma au pair é, como dizem os franceses, genial!).

Mas presentear completos estranhos é algo um tanto quanto complicado. A princípio tinha pensado em dar havaianas, que é algo simples e bem típico nosso. Mas conversando com a Lorena (ex-au pair e habitante da França), resolvi mudar de idéia. Por que? Descobri que os europeus, principalmente as crianças, não usam muito chinelo, primeiro porque é frio e depois porque eles não tem esse costume mesmo. Além disso, também achei previsível demais e industrial demais e eu queria dar algo diferente, mais original. 

Acabei indo parar na feirinha de domingo da Praça da República (São Paulo), que recomendo muito! Lá têm várias coisas diferentes, artesanatos lindos e vai além do básico 25 de Março. Foi lá que comprei quase todos os presentes. 

Primeiro os pais da família (ou os chefes). Pensei em camisetas mas não sei que número usam, depois pensem em cds e filmes brasileiros, mas tampouco conheço seus gostos. Então resolvi dar um enfeite, um artesanato brasileiro.

Para a minha chefe, comprei esse quadro lindo (mil vezes mais bonito ao vivo). É feito de couro, vazado (reparem na cor do fundo) e pintado. Ele tem um certo relevo, que obviamente não dá para ver na foto. Comprei o do tucano porque é uma ave típica das Américas. Ao lado, frente e verso.


Para o meu chefe comprei um enfeite de mesa. É uma peça feita de louça que encontrei na barraquinha do lado da do quadro de couro. (Uma gracinha né?)


Espero que eles gostem, porque comprei com carinho e, honestamente, fiquei com vontade de pegar para mim. Quando eu der, posto aqui as reações.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

E a vida segue em frente

De vez em quando eu paro para pensar na loucura em que fui me meter e me bate um certo medo. Afinal, aonde eu estava com a cabeça quando resolvi ser estrangeira em um país gelado, morar com completos desconhecidos, viver em outra língua e, como se não bastasse, tomar conta de três crianças. Aonde fui amarrar meu burro?

Mas sempre que me bate esse receio, lembro da frase:


E recordo dos motivos e fico novamente feliz com a minha decisão! 

domingo, 2 de setembro de 2012

Dica: blogs

Hoje eu descobri um site muito bacana que reúne blogs de brasileiros que moram longe da terrinha natal. Com certeza não tem todos os blogs brasileiros do mundo, mas tem muitos!

Então, para quem for para a Índia, Hungria, Bolívia, Angola (ou quem sabe Bélgica) dá uma passadinha por lá e descubra as curiosidades do seu país de destino. Site: Mundo Pequeno. Boa leitura!


sábado, 1 de setembro de 2012

Sonhos que se realizam

Cuidado com o que se deseja quando se é criança pois pode se tornar realidade. 

Claro que qualquer sonho que você tenha, em qualquer idade, pode se tornar realidade, basta correr atrás. Mas sempre achei os sonhos de criança diferentes. Quando somos adultos, nossos sonhos são mais conscientes, mais racionais. Você sonha em ir para Paris, por exemplo, porque conhece um pouco da história, da cultura, da paisagem, ou seja, você já tem uma noção do que vai encontrar por lá. 

Mas quando se é criança, os sonhos são diferentes, inconscientes. Tenho uma priminha que aos 7 anos dizia para todo mundo que um dia ela ia morar na Itália. Era sempre Itália, Itália, Itália. Quando a gente perguntava por que raios Itália, ela nunca sabia dizer. Provavelmente ela ouviu alguém falar, ou viu em um desenho animado. A questão é que ela não conhecia a Itália, mal sabia que era um país, não tinha idéia do que encontraria por lá, simplesmente Itália. 

É por isso que eu acho os sonhos das crianças interessantes. Eles não tem nenhuma lógica, pelo menos não que nem a dos adultos. E são justamente estes que podem se tornar realidade, assim, por acaso. Foi o que aconteceu comigo, e até agora ainda estou meio incrédula.

A primeira vez que ouvi falar da Bélgica eu tinha 10 anos. Era ano de Copa (98) e eu resolvi ver um jogo. Entrou em campo um país, seguido pela "Bélgica" - disse o narrador enrolando bem a língua para pronunciar o L como L e não como U. "Bélgica" eu repeti. Gostei daquele som. "Bélgica", ficava repetindo, achei um máximo. 

Foi assim que fiquei sabendo da existência desse país. Desde então sempre que alguém mencionava algo da Bélgica eu prestava atenção. Memorizei as cores da bandeira, descobri que ficava na Europa, entre França e Holanda, que eles tem um "Atomium" que é a Torre Eiffel deles, que os alemães levaram um dia para cruzar o país, que lá se falava um tal de "Flamengo". 

Oi? Pois é, achei estranhíssimo, que raios os pássaros flamingos tinham a ver com aquele país? De repente eram nativos de lá, vai ver era o símbolo do país... Só bem mais tarde fui entender que o tal do "flamengo" é flemish, que na verdade é holandês. Cada coisa que passa na mente das crianças né? Enfim, vivia dizendo para a minha mãe que um dia eu moraria na Bélgica.



Mas o tempo foi passando, fui aprendendo que o mundo é grande, fui ficando com vontade de conhecer muitos outros lugares e praticamente esqueci daquele país.

E foi assim, também por acaso, que a Bélgica cruzou o meu caminho de novo. Foi por acaso que resolvi estudar francês, nunca tive interesse pela França, resolvi aprender a língua apenas para aprender a ler e pronunciar corretamente palavras como "beaucoup", "reçois" etc... (Eu estava na faculdade e era obrigada a ler muitos textos em que apareciam palavras francesas, e eu não sabia pronunciar). Foi, também por acaso, que encontrei a família na Bélgica. Quando eu criei meu perfil no site, procurei famílias em qualquer país que falasse francês, a Bélgica nunca foi prioridade, na verdade eu me focava mesmo na França. Mas aconteceu, a mágica se deu com uma família da Bélgica, e ainda por cima de Bruxelas. 

Quando eu tinha 10 anos, eu nunca imaginei que um dia, de fato, conheceria aquele país tão legal de pronunciar. 14 anos depois meu sonho de criança vai se realizar, assim, totalmente ao acaso. E é por isso que eu acho os sonhos de crianças interessantes. Eles não tem lógica, mas costumam se realizar. 


E você, com o que sonhava quando era criança? Cuidado, pode ser que se realize. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um mês e a saudade já vai apertando

Quero frutas todo dia, principalmente jabuticaba, nossa frutinha brasileiríssima que anuncia a primavera, quero pão de queijo da mamãe e o da padaria (sim, são diferentes), quero bolo mármore da Santa Marcelina, muito sol e céu azul, quero um pouco de praia, bananinha, goiabada, sem falar nos meus gatos e todas as pessoas queridas que vão me apertar muito o coração, ah...e muito muito mais....

Como diz a música: "je pense et puis oublie, c'est la vie c'est la vie" (eu penso e depois esqueço, é a vida é a vida).

sábado, 18 de agosto de 2012

Burocracia é apelido carinhoso

Hoje tive um pequeno surto. Já berrei em todas as almofadas e travesseiros que encontrei no caminho. Mas não foi o suficiente. Queria mesmo era enfiar uma caneta no pescoço do infeliz que inventou tanta burocracia!

Você acha que a parte mais difícil é achar uma família que te aceite? Espere para ver.

Você não imagina a complexidade, o tamanho da dificuldade, que estou tendo para conseguir juntar todos os documentos. Ou melhor, juntar não, porque já tenho todos em mãos, o meu problema está sendo mesmo com a tradução.

Eu achei que a tradução seria a parte mais fácil. Afinal eu já fiz tradução, sei como é. Em um ou dois dias dá para liquidar isso. E até aí eu estou certa. O problema, e que ninguém nunca te contou antes, é que para traduzir, antes mesmo de começar, você vai precisar legalizar todos os documentos. O drama é pior do que você pensa. Você terá que legalizar em TRÊS lugares diferentes! TRÊS!

Funciona assim: primeiro você tem que pegar todos os documentos que tem assinaturas (como diplomas, atestados) e levar no cartório em que a pessoa que assinou tenha firma reconhecida, para reconhecê-la de fato. Depois de fazer isso com t-o-d-o-s os documentos, você tem que levá-los para o Itamaraty para que eles legalizem.  Tudo isso só para ganhar um carimbozinho nos documentos dizendo que são válidos. Só depois disso que você poderá de fato traduzi-los (pois os carimbos também devem ser traduzidos, vai entender...). Depois disso tudo, como se já não estivesse legalizadíssimo, você ainda terá que levar os documentos no consulado do país que você quer ir para que ELES também legalizem. Só então que você pode mandar os documentos para o exterior. 

Achou pouco? Não acabou não. 

Além dessa baboseira toda, o seu diploma universitário continuará duvidoso. Por que não basta o MEC, órgão oficial do governo, lançar o maldito diploma, não basta reconhecer a assinatura do reitor no cartório, não basta o Itamaraty dizer que é legal e nem o próprio consulado. Não não, você ainda terá que pedir uma "declaração de que estudou, colou grau e tem o diploma" junto à Universidade, e adivinhem só, terá que reconhecer firma e legalizar, traduzir e legalizar de novo. 

Agora entende porque tanta crise?

Mas não se iluda. Este não é um procedimento único e exclusivo para a Bélgica não. Este é, aparentemente, um procedimento normal escrito nas instruções do site do Itamaraty (inclusive a "declaração"). Esse procedimento todo é pedido para qualquer documentação que precise ser apresentada em órgãos governamentais do exterior. Inclusive para tirar a cidadania italiana, viu! E ninguém fala a respeito.

*Essa burocracia toda é um acordo internacional. Quem vai para a França não vai encontrar tanta dificuldade porque o Brasil e a França fizeram um acordo bilateral para eliminar tanta frescura. 

sábado, 11 de agosto de 2012

Como comecei...Ou, Agência ou Site?

Algumas pessoas tem me perguntado sobre o processo para me tornar uma au pair, como fiz, onde encontrei a família, etc. Então achei que seria uma boa idéia de post. Este será um post só para quem procura a Europa como destino. (Será um post longo).

Existem duas formas de ser au pair na Europa. Através de uma agência ou através de sites. A diferença básica entre os dois é que a agência vai fazer por você o que você faria sozinho por um site. (Au pair nos EUA só é legalizado através de agências). Os dois tem suas vantagens e desvantagens, claro, então você deve analisar o que é melhor para você.

Agências. A maior vantagem de ir com uma agência é a segurança, o esclarecimento quanto as regras, leis, e a papelada toda. A agência vai te explicar como funciona o programa, horas trabalhadas, salário (ou "dinheiro de bolso" como eles chamam), férias, re-match, etc. Qualquer problema você pode pedir socorro, entende? Mas não se engane, ir com agência não é perfeito. Primeiro porque as agências cobram caro, você só pode escolher um país de destino, tem que comprovar 200 horas de trabalho com crianças (com site não é necessário)*, e as famílias podem demorar a aparecer (isso porque na Europa é comum contratar au pair somente através de sites). Sei de meninas que pagaram agências há quase um ano e nada. 

* Se você não tem experiência com crianças entre em contato com creches, escolinhas, jardins de infância e peça um estágio voluntário. Procurem também trabalhos sociais em igrejas, cuidar dos filhos do vizinho, acampamentos, ou entre para o CISV. Tente trabalhos com crianças de 0 a 10 anos para que possa ter uma idéia  de qual faixa etária você prefere. (Eu, por exemplo, descobri que odeio bebes, são lindos só de longe, hahaha, prefiro os de 3 anos para cima).

Sites. Existem diversos sites especializados no programa de au pair.  Como diz a Marissa, não seja ingênuo, faça perfil em vários sites. Os mais conhecidos são: Au Pair World, Great Au Pair e Au Pair Connect (consegui com o primeiro). O primeiro site fornece as leis, valores e informações no geral sobre o programa em cada país, dê uma conferida.

O lado ruim de ir através de um site é a segurança, afinal, qualquer um pode fazer um perfil. É chato também ter que negociar tudo com a família (eu, por exemplo, sou péssima negociadora), fora o medo do maldito re-match. Por outro lado você terá mais flexibilidade, por exemplo, o salário máximo pelas agências é de 320 euros (para a França), mas por site você achar uma família disposta a pagar mais. Outra vantagem é que através de site você pode procurar famílias em diversos países, sem contar que assim você não paga os preços abusivos das agências (gente, é abusivo sim!). Lembre-se que você terá contrato, com ou sem agência, e isso já dá uma certa segurança. (NUNCA vá para uma família que não queira fazer contrato).

Quando achar uma família, nunca se restrinja somente a ela (mesmo dando certo, continue conversando com outras, digo isso porque achei uma família perfeita, e só falava com eles, de repente eles me disseram ter encontrado a au pair, e tchau-tchau), e claro, seja flexível. Se você faz questão de ir para Paris, por exemplo, vai demorar mais para achar uma família e talvez tenha que aceitar condições um pouco piores. Se não gostar da família ou de alguma condição, não hesite em dizer não, afinal você vai conviver um ano com eles, tem que gostar! E se a família quiser pagar salário e escola de língua, não vai ficar cobrando a condução. 

Dicas: para garantir um pouco a segurança através de sites, quando você conversar com a família, peça para falar com a au pair anterior (se houver, e não fale na presença da família), peça para ver as crianças, peça o site da escola de língua, peça para ver fotos do quarto e procure no google o site da prefeitura da cidade. Pergunte sobre a rotina e quais serão suas tarefas na casa (porque sempre vão te pedir para limpar alguma coisa, assim você pode verificar se eles querem só uma empregada).

Se prepare financeiramente. Antes de fechar com alguma família, olhe o site da prefeitura, descubra o valor dos transportes, se tem biblioteca, piscina municipal (na Europa costuma existir piscinas públicas que cobram em torno de 1, 2 euros a entrada). Entre em sites de mercados, como o carrefour ou e.leclerc, e lojas e dê uma olhada nos valores, isso vai te ajudar a ter uma idéia se o seu salário será suficiente. 

ATENÇÃO: descobri que o programa de au pair para a Inglaterra é ILEGAL para brasileiros. Então cuidado, se alguma família da Inglaterra tiver interesse em você, é golpe, ponto. Não aceite, por mais dinheiro que ofereçam.

Minha saga.

Antes de decidir ser au pair resolvi descobrir se eu tinha paciência com crianças. Para isso eu entrei em contato com o jardim de infância que frequentei quando criança para pedir um estágio (voluntário). A diretora lá, uma graça, me aceitou e lá fui eu. Resultado: amei as crianças. Paciência? Descobri que tenho. (Espero que continue assim lá do outro lado do oceano). Paciência: ok. Experiência: ok. Resolvida essa questão lá fui eu atrás de todo o resto.

No começo eu até fui atrás de agências, fiz cotações e tal, e até estava considerando pagar uma agência (pela segurança mesmo). Mas resolvi fazer um perfil em um site só para dar uma olhadinha nas famílias, e ver, de repente, no que dava...E deu! Fui me empolgando, entrando em contato com muuuitas famílias (quase todas que tinham), muitas responderam negativamente, mas algumas gostaram de mim. Fui conversando, trocando e-mails, informações, até que achei uma família que gostei. Vi as kids, conversei com a au pair deles que me esclareceu tudinho e pronto, fechei! Então o site deu mais certo para mim.

Fiz o meu perfil no meio de junho, e em um mês achei a família. Normalmente não é tão rápido assim, diria que tive sorte, mas a época do ano também influenciou. A melhor época para procurar uma família é entre maio e agosto, que é quando tem mais ofertas de famílias. Isto porque o ano letivo deles começa em setembro.

Boa sorte para quem vai iniciar esse processo. Qualquer dúvida pode perguntar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Medo, já teve?

A primeira vez que ouvi falar do programa de au pair eu estava na faculdade, pensando como ia fazer para morar fora. Achei a idéia interessante, e desde então foi só isso, uma idéia. Mas de uns tempos para cá a coisa caminhou rápido demais! Tão rápido que me assusta. 

Em janeiro era só uma idéia, em março resolvi trabalhar em um jardim de infância só para ver se eu me dava bem com crianças. Em abril mudei completamente meus planos e me mudei para Londrina, para trabalhar em um jornal local, mas caminhos da vida me trouxeram de volta para São Paulo. Resolvi então fazer um perfil em um site de Au Pair, só para ver já que era de graça mesmo...Mandei um pedido de interesse aqui, outro ali, mas nada muito sério, a primeira resposta, inclusive, foi negativa. Mas de repente a coisa ando, ou melhor correu. Em menos de duas semanas conheci a família ideal, conversei com a au pair atual, com as kids, e já estou na correria da papelada para tirar o visto. 

E agora, e o medo? Pois é, porque já decidi que vou, aliás, já está combinadíssimo que vou, mas foi tudo assim tão rápido que agora tem me batido um medo. 

Medo de não dar certo, medo das crianças não irem com a minha cara, medo dos pais não gostarem de mim, medo de não entender nada do que eles falam, medo de não gostar, medo medo medo...A incerteza é tão grande na minha cabeça que toda noite durmo pensando em situações com as kids, o que fazer, o que falar, e mais, ainda tento pensar tudo em francês, só para praticar. Resultado, quase não durmo de preocupação. 

Mas a questão é que eu vou, com ou sem medo! Porque não dá para deixar de viver a vida por medo do desconhecido, né? Se eu amarelar e decidir ficar, sempre vou pensar "e se eu tivesse ido?". Acho que tenho mais medo de deixar de viver que sobrepõe o medo das dificuldades que virão. Afinal, dificuldades e medo do desconhecido teremos a vida inteira, com qualquer escolha. Então vamos lá, encarar os medos! Algum conselho?


domingo, 5 de agosto de 2012

Dicas

Antes de eu decidir ser au pair, como toda boa jornalista, fiz muitas pesquisas, li muitos blogs, enfim procurei muitas informações. Isso porque ser au pair não é uma decisão fácil, afinal você vai passar no mínimo um ano morando na casa de pessoas que você não conhece, cuidando de crianças que não são suas e tudo em outra língua, claro.  Bom, tomada a decisão, resolvi começar este blog, então nada mais justo do que compartilhar minhas zilhões de pesquisas.

Blogs. Aqui vai uma lista de blogs de outras au pairs que li:
  • Blog da Lorena, foi au pair na França.
  • Foi au pair na Irlanda e agora foi para a Itália.
  • Este blog é de uma americana, mas apesar de ser em inglês é bem bacana porque ela teve uma experiência bem diferente. Primeiro a família alugou um estúdio só pra ela, depois porque além de trabalhar como au pair ela arranjou um estágio (não-remunerado) na área dela. 
  • Blog da Patrícia, au pair na Bélgica.
  • Blog da Ana Paula, foi para a Suiça, mas não teve uma boa experiência, embora depois tudo tenha dado certo de outro modo.
  • Blog da Mirna, que foi au pair nos EUA. Li o blog dela só para ter mais noção do dia-a-dia de uma au pair.  
  • O blog da Ju é muito bacana porque traz dicas excelentes.
  • O blog da Jeh é novo, e assim como eu, ela também quer ser au pair. 
  • Este último é muito interessante porque é o blog de uma HOST MOM, ou seja, a visão e opinião do outro lado. Ela dá dicas para as famílias, achei interessante ler para ter uma noção do que elas pensam de nós (em inglês).
Estes dois outros blogs são de duas meninas que não foram como au pair, mas falam coisas interessantes sobre a França, já que moram por lá.
  • O blog da Amanda me conquistou pelos posts "Top 10" (coluna do lado esquerdo).
  • O blog da Mirelle tem dicas interessantes sobre viagens e outras coisas. 

Bom, estas são as minhas dicas de leituras. Agora vamos a outras dicas. Como vou para um lugar que fala francês procurei coisas em francês, como filmes, séries, músicas e mais. 

Séries e filmes. Quando eu comecei a estudar inglês comecei a ver séries (Friends) todos os dias, mas todos os dias mesmo, e assim eu aprendi rapidinho a falar inglês. Então, para facilitar o aprendizado de francês resolvi fazer a mesma coisa. Só tem um problema, é muito mais difícil achar sites com séries em francês, fora que OK, você pode até achar séries em francês, mas e a legenda? Então procurei séries americanas dubladas em francês (assim fica mais fácil achar a legenda). Procurei por quase 3 meses até que finalmente achei um site bom. 
  • Este site tem séries, além links para sites com filmes. 
  • Este e este sites são bons para procurar as legendas. 
  • Também achei um site com séries e filmes dublados em italiano para quem tiver interesse, só estou pondo aqui para aproveitar o espaço.
Músicas. Música é outra maneira muito boa para aprender outra língua. Enquanto eu estava estudando francês, pedi recomendações de artistas e bandas francesas para todos os meus professores, mas por algum motivo, nenhum deles sabia me recomendar, então fui atrás eu mesma. Vou passar alguns nomes interessantes que achei.
  • Gaëtane Abrial, ela canta músicas ao estilo country. 
  • Zaz, ela tem um estilo meio blues, chamaria de MPB francês, ela tem uma voz muito bonita, essa foi uma dica da Mirelle. 
  • Mika, sei que ele é inglês, mas esta música dele é em francês e é um desafio cantá-la pra mim. 
  • Jacques Dutronc, (mais uma dele, esta foi uma indicação da Amanda, embora eu só tenha ouvido muito tempo depois), estas duas músicas são super conhecidas na França.
  • Jenifer, bacana, é uma dica na verdade da Jeh.  
  • Bensé, ele tem um estilo meio Bob Dylan.
  • Coeur de Pirate, esta  é uma banda, foi indicação de uma amiga do francês.
  • Calogero, ele costuma tocar mais rock, embora essa música não pareça muito (foi com esta música que eu aprendi a pronunciar o "U" com biquinho que só os francês sabem fazer).
Essas são as bandas e artistas que conheço por enquanto, com certeza conhecerei mais quando estiver lá, do outro lado do oceano. 

Outros. Achei um site muito, mas muito bom mesmo, que ensina francês (que foi na verdade uma dica da Ju). O site na verdade é uma junção de vários sites com exercícios de francês, com gramáticas mas também coisas interessantes como músicas, filmes etc, que aliás foi de onde tirei a maioria das músicas aí de cima. 
Achei um site (dica da Mirelle) para conversar em outra língua bem interessante. É um site que reúne pessoas que gostariam de aprender ou melhorar um novo idioma. Para isso as pessoas se cadastram, dizem qual sua língua natal, e quais querem aprender. Assim as pessoas se conhecem e trocam informações sobre suas línguas, podem se conversar por escrito, oralmente, através do skype, ou podem até mesmo se conhecer pessoalmente. Eu usei o site, mas não me rendeu grandes coisas, quero dizer, cheguei a conversar com algumas pessoas em francês e em italiano, mas foi só, logo perdi o interesse. 
Este último site é mais uma dica para quem for para a Suíça, mais especificamente Genebra. Achei um tipo de clube para au pairs, o que sem dúvida é uma idéia bacana. 
Bom, por enquanto é isso. Espero ter sido útil! Quando eu descobrir mais alguma coisa compartilho aqui. 

*Dica extra. Baixar músicas em francês é um pouco difícil, convenhamos. Mas graças a uma amiga consegui um programa que baixa músicas direto do youtube, o que facilita um pouco as coisas.  
  • Programa para baixar músicas e vídeos direto do youtube. Depois que baixar e instalar, é só procurar o "Free Youtube to MP3 Converter", depois é só copiar e colar o link do youtube e voilà. 

Despedida com estilo

Sempre admirei aquelas pessoas espontâneas (no geral sangüíneas) que simplesmente vão lá e fazem, seja cantar num karaokê, dançar comicamente em um casamento, ou simplesmente pegar o carro e fazer um bate e volta pra praia. Tão simples na teoria, mas tão raro na prática.

Foram raras as vezes que fiz algo assim, totalmente espontâneo, totalmente do momento, e sempre valeram muito à pena. Uma vez, à caminho da faculdade, estava ouvindo rádio e tocou uma música do Coldplay. Eu só comentei com as meninas que eu gostava, e elas falaram que o show ia ser naquele dia. Quando eu voltei pra casa, pesquisei na net se ainda tinha ingresso- e barato (faltando menos de 5h pro show) e tinha. Fui correndo comprar, consegui com desconto pra estudante, e adivinha, fui e me diverti um montão! Quando eu acordei naquele dia não imaginava que iria num show, e foi um máximo!!! 

Uma outra vez, meus pais decidiram passar um fim de semana em Campos do Jordão na casa de uma tia. Eles me chamaram mas eu não estava com vontade naquela semana, e quando chegou o fim de semana eles foram super cedo. Quando eu acordei, já quase meio-dia, fiquei com muita vontade de ir, comentei com a minha prima e ela simplesmente disse "vai". Nunca fiz uma mala tão rápido, em menos de 5min já estava dentro de um ônibus em direção à rodoviária Tietê, em 1h estava dentro do ônibus em direção à Campos. Cheguei só de noite, mas foi muito gostoso, comemos pizza, no dia seguinte passeamos por uma cidadezinha próxima, e almoçamos em um restaurante do lado da Pedra do Baú. Foi realmente gostoso. 

Mas ontem foi o melhor passeio espontâneo que já fiz até agora. Minha irmã vai voltar pra Londrina, não sei se nos veremos antes da minha partida, então nos despedimos com estilo!

Acordamos já meio tarde (10h) e estava um dia lindo lá fora. Fomos tomar café vendo tv e passou uma propaganda do Wet'n Wild (parque aquático). Eu só comentei por comentar: "Bem que a gente podia ir no Wet'n Wild, faz tanto tempo." Ela respondeu: "Vamos! Por que não?"

E por que não? Nós sempre adoramos esse parque aquático, mas nunca mais voltamos lá desde crianças. Então decidimos ir, assim, simplesmente, sem mais nem menos! Ligamos para comprar ingressos (pelo tel é mais barato, fica a dica), fizemos uma malinha, olhamos o mapa e fomos. Em menos de 1h30 estavamos lá, nadando felizes da vida. Fomos em todos os brinquedos, várias e várias vezes!!! (porque não tinha filas, afinal quem vai em um parque aquático no meio do inverno?) Foi absurdamente delicioso. Aproveitamos ao máximo! Este foi com certeza o passeio mais espontâneo que já fiz que mais valeu a pena!!!

Então fica a dica. Para aqueles que são como eu, que pensam em tudo minunciosamente, deixem de pensar de vez em quando e façam, porque vai valer a pena!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Documentos (um mal necessário)

Acho que a pior parte de qualquer viagem internacional é o visto. Documentos e mais documentos, um mal necessário né? Afinal, sem eles não tem visto, e sem visto ou não tem viagem ou é tudo na ilegalidade, ou seja, ou tiro ou tiro. Então...bora lá!!!

Confesso que no começo fiquei completamente perdida com essa papelada toda, ainda mais que estou fazendo tudo isso sem a intermediação de uma agência, então resolvi compartilhar a minha experiência, assim quem estiver passando pela mesma coisa não fica assim, ao léo...
Bom, depois que eu encontrei a minha família começou a correria com os documentos para tirar o visto. Antes de mais nada liguei para o Consulado da Bélgica, e eles me disseram que se eu entregar todos os papéis certinhos o visto sai em uma semana. Rapidez e eficiência. Já estou gostando dos belgas.


Documentos que você deve enviar para a família:A família vai te enviar um contrato que você deve assinar e mandar de volta para eles com os seguintes papéis junto:
  • Cópia do passaporte (coloridas, nítidas e mais, de todas as páginas, até as em branco, vai entender...)
  •  Diploma traduzido (do seu último grau escolar, no meu caso da universidade)
  • Histórico escolar (também do seu último grau escolar, não precisa ser traduzido)
  • Documento médico (um papel que um médico credenciado pelo consulado deve preencher atestando a sua saúde. Atenção: leva 2 folhas, uma deve ser enviada para a família, a outra deve ser levada para o consulado)
  • Atestado de Antecedentes Criminais (são dois, um na Policia Federal e outro na Policia Civil do seu estado, podem ser obtidos pelo site)
  • Cópia do diploma do curso de francês (ou, como é no meu caso, atestado de estudo, porque eu não terminei, com o nº de horas estudadas e o seu nível).
*Atestado de seguro saúde internacional traduzido (sim, para a Bélgica você terá que fazer um seguro saúde internacional, e lá a família vai fazer um outro seguro deles para você) NAO, É A FAMÍLIA QUE DEVE FAZER
Documentos que você deve enviar para o Consulado:

  • Passaporte (válido por no mínimo 1 ano)
  • 2 fotos 3x4 (aconselho a tirar mais de 2)
  • Formulário "Pedido de Visto D" (2 cópias) preenchido com letra de forma
  • Atestado de Antecedentes Criminais (da Polícia Federal e da Polícia Civil do seu estado, pode ser da internet)
  • Formulário de opção de idioma em que você quer receber a notícia
  • Comprovante de pagamento das taxas consulares (só precisa pagar a do visto D)
  • Permissão de trabalho belga (este documento deve ser enviado pela família, a qual só conseguirá obter o documento depois que você enviar os documentos para eles)
  • Atestado Médico (normalmente deve ser com um médico credenciado pelo Consulado, eles cobram caro, então antes de marcar a consulta ligue pra vários e pergunte o preço, achei um que cobra R$440,00 e outro que cobra R$190,00. Não precisa ser por um médico credenciado, só que aí você terá que levar o formulário exato de au pair e pagar uma taxa de legalização).

Antes de ir no médico você vai precisar realizar alguns exames: raio x do tórax, reação sorológica para sífilis, hepatite A, B, C. Dicas de locais para realizar os exames caso não tenha convênio: Lavoisier Popular, Serviço de Saúde Pública - este último só realiza alguns desses exames, os relacionados às DSTs).
E aí, complexo não?


*** Você, au pair, não precisa fazer seguro saúde nenhum, quem deve fazer é a família, eu fiz porque a família me obrigou e eu ingênua acreditei. Seguro saúde é responsabilidade da família!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Blog

Resolvi escrever este blog para compartilhar minhas aventuras, descobertas e impressões de uma vida nova em uma cultura diferente. Por que resolvi embarcar nessa? Simples, amo francês! Existe razão melhor? Bom, com certeza sim, mas para mim esta já está de bom tamanho. 

Antes que alguém pergunte, vou morar na Bélgica, mais especificamente em Bruxelas (a capital). Vou como au pair, portanto pretendo dividir um pouco dessa vida maluca e excitante, enquanto estudo francês e me divirto pela Europa. Pois é, este é só mais um entre zilhões de blogs sobre a vida de au pair, mas na Bélgica.    
 Espero que gostem do blog, pois com certeza gostarei dessa experiência. 

À bienôt à tous.